Suspeitas de agredir uma criança de apenas dois anos de idade, três funcionárias de uma creche municipal de Bariri foram presas preventivamente nesta quinta-feira (07). A ação foi realizada em conjunto pela Polícia Militar e pelo Ministério Público.
O caso veio à tona no dia 28 de abril, quando a Prefeitura de Bariri publicou, no Diário Oficial do Município, o afastamento das três servidoras suspeitas de envolvimento nas agressões ocorridas na Creche Municipal Professora Nelly Chidid.
Na mesma publicação, a administração municipal informou a abertura de uma sindicância interna para apurar a conduta das funcionárias. O procedimento tramita sob sigilo e tem prazo de 30 dias para conclusão.
Segundo os mandados de prisão temporária expedidos contra as 3 funcionárias da creche, o Ministério Público alega que, durante o exercício de suas funções, as mulheres teriam praticado reiteradas agressões físicas e psicológicas contra a criança, consistentes em tapas, empurrões, puxões, imobilizações e contenções físicas abusivas.
Além disso, elas também teriam estimulado outras crianças a agredirem a vítima, o que teria causado lesões corporais e intenso sofrimento psicológico, caracterizando o crime de tortura-castigo.
O MP ainda aponta que as prisões temporárias são imprescindíveis para o prosseguimento das investigações.
Segundo a prefeitura, uma das investigadas exercia a função de cuidadora temporária, enquanto as outras duas atuavam como auxiliares de desenvolvimento infantil.
A Polícia Civil informou que um boletim de ocorrência foi registrado e que um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso. Imagens das câmeras de segurança da creche passaram a ser analisadas durante a apuração para auxiliar no esclarecimento da denúncia.
As investigações continuam.