O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) aprovou recentemente as contas da gestão Isabel Cristina Escorce “Tina”, relativas a administração da Prefeitura de Pompeia no ano de 2023. Porém, destaca-se que o parecer apontou alguns problemas, inclusive com o Ministério Público (MP-SP), pedindo parecer desfavorável.

O documento se encontra disponível no site da Câmara Municipal – https://www.cloudsoftcam.com.br/SP/POMPEIA/upload/2026/03/202603111439241773250764aeaf10.pdf
Destaca-se o trecho documento – por outro lado, o Ministério Público de Contas (MPC) opinou pela emissão de parecer desfavorável, com recomendações (evento 80), destacando-se, sinteticamente.

Estes são alguns dos apontamentos do parecer:
Inúmeras irregularidades em conservação de escolas (EMEF Professor Carmelino José Dalsenter), como inexistência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros-AVCB; ausência de piso tátil na entrada da escola; trincos na parede da sala da biblioteca, entre outros.
Obras paralisadas. Na época da fiscalização, foi apurada existência de obra parada que deixou ser feita pela gestão Tina na época.
Falta de informações fidedignas, com evidencias de respostas incertas, sendo anotadas várias ocorrências na implantação de cargos e salários específicos para os fiscais tributários.

São diversos os apontamentos que poderiam ter levados a desaprovação das contas da ex-prefeita Tina, com muitas irregularidades, que vão desde as áreas da educação e ambiental, até da infraestrutura a fiscais.
Câmara aprova, mas também com ressalvas
O Ministério Público considerou desaprovar, o Tribunal aprovou, mas com inúmeros apontamentos as contas da gestão da ex-prefeita Tina, relativas à 2023. Porém, faltava a apreciação da Câmara Municipal, que teria a decisão final. Mesmo com os documentos enviados e analisados pela Comissão de Finanças e Orçamentos, o presidente da mesma, vereador Jorge Noboru (PP) decidiu pela aprovação do parecer com os apontamentos de irregularidades.
A aprovação de Jorge Noboru pegou muita gente de surpresa, haja vista que o vereador tem sido rígido e bem atuante nas questões das fiscalizações dos gastos da atual administração, contudo deixou passar um relatório com dezenas de irregularidades.
O apurado pelo Radar 014 é que os outros dois membros da Comissão de Finanças e Orçamentos, vereadores Plínio Arf Leal (PODEMOS) e Nilson Fernandes (PSD), levaram em consideração os apontamentos e, que inclusive teriam sido os mesmo do Tribunal, contudo o mesmo passou devido a atuação do presidente Jorge Noboru, resultando na aprovação unânime pela Comissão.