A Câmara Municipal de Marília aprovou, nesta segunda-feira (26), a abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar o vereador e agente da Polícia Federal Júnior Féfin (União Brasil), suspeito de possível quebra de decoro parlamentar após a divulgação de um vídeo em que aparece imobilizando sua companheira no chão com violência.
Logo após a votação do pedido em plenário, foi realizado o sorteio dos três vereadores que vão integrar a comissão investigadora: Professora Daniela (PL), Fabiana Camarinha (Podemos) e Mauro Cruz (Solidariedade).
A partir da instalação formal do grupo, os vereadores sorteados terão prazo de até 90 dias para conduzir as oitivas, analisar relatórios de defesa e emitir um parecer final, que pode ser pelo arquivamento ou pela cassação do mandato do parlamentar.
Por ser alvo da denúncia, Júnior Féfin não participou da votação. O suplente, Fernando Líbano Domingos, foi convocado para ocupar a cadeira na sessão.
O pedido de abertura do processo foi formalizado pelo Comitê Municipal de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher, órgão criado para integrar a rede de proteção no município.
O comitê reúne representantes do Ministério Público, da Polícia Civil, da Polícia Militar, de secretarias municipais e do Centro de Referência da Mulher.
Além do processo de cassação na Câmara, o caso é alvo de inquérito instaurado pela Polícia Civil de São Paulo.
Nas imagens gravadas pelo próprio vereador e divulgadas nas redes sociais, Júnior Féfin aparece sobre a mulher, no chão, pressionando o pescoço dela com as pernas. Durante a gravação, a vítima afirma que está sendo sufocada e reclama de fortes dores no braço.
Enquanto mantém a mulher imobilizada, o parlamentar declara repetidamente que ela estaria em momento de descontrole e pede para que a companheira fique longe dele. Assim que ela se solta, o vereador vai até o banheiro e filma o próprio rosto diante do espelho.